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Flyer de Street Fighter II: World Warrior

Desenvolvedor: Capcom
Distribuidor: Capcom
Produtor: Yoshiki Okamoto
Designers: Akira Nishitani (Nin Nin) e Akira Yasuda (Akiman)
Música: Yoko Shimomura e Isao Abe (Oyaji Oyaji)

Plataforma: Arcade, SUPER NES, Amiga, Atari ST, Commodore 64, ZX Spectrum, PC, Game Boy, PlayStation, PSP, PlayStation 2, Sega Saturn, iOS,  Xbox, Java ME, Wii
Data de Lançamento: Março de 1991
Hardware: CPS-1

Street Fighter II (ストリートファイターⅡ) foi lançado originalmente para Arcade em 1991 com o subtítulo "The World Warrior". Foi o segundo Game da franquia, e décimo quarto titulo da Capcom a usar um Hardware CPS-1 (CP System). Street Fighter II melhorou muitos dos conceitos introduzidos no primeiro jogo, incluindo o uso de movimentos especiais baseados em comandos e uma configuração de seis botões, ao mesmo tempo que oferecia aos jogadores uma seleção múltipla de personagens jogáveis, cada um com o seu próprio estilo de luta.

Este segundo título da franquia é considerado como um dos Games mais influentes de todos os tempos, e, em particular, o mais importante jogo de luta da história. O lançamento de Street Fighter II em 1991 é visto como um momento revolucionário dentro do gênero dos Games de luta. A popularização dos jogos de luta durante a década de 1990 é atribuído até hoje a Street Fighter II,  que inspirou outros produtores de Games a criarem as suas próprias séries/franquias.

Também foi responsável por ter revitalizado a indústria de máquinas Arcade no inicio dos anos 90, conseguindo um nível de popularidade que não se via desde os dias de Pac-Man, no inicio dos anos 80. Em 1993, dois anos depois do seu lançamento, as vendas de Street Fighter II já ultrapassavam os $1.5 bilhões em receita bruta, e em 1994, o jogo já tinha sido jogado por pelo menos 25 milhões de norte-americanos em casa ou nos Fliperamas. Foi de longe o jogo de Arcade mais vendido, desde a época de ouro dos Arcades.

Devido ao seu sucesso, foram editadas várias versões atualizadas, cada uma oferecendo mais novidades e personagens que a antecedente, bem como várias edições caseiras.

SistemaEditar

O sistema do game continua quase intacto, próximo de seu antecessor de 1987.

O jogador enfrenta o seu adversário em combates um-contra-um num ambiente fechado, em séries de melhor de três. O objetivo de cada round é esvaziar a barra de energia do oponente dentro do tempo limite. Se ambos os oponentes "morrem" ao mesmo tempo ou o temporizador chega ao fim e ambos os lutadores tenham a mesma quantidade de energia, acontece o "Double K.O." ou "jogo empatado", deste modo é declarado que haverá rounds adicionais (se necessário, até 10 rounds (?!)).

Se o jogador derrotar o seu adversário sem sofrer dano algum, é-lhe atribuído um "Perfect", recebendo assim o limite máximo de bônus.

Após três combates, o jogador participa num "Mini-jogo" para adicionar mais pontos. Os mini-jogos incluem (por ordem) a destruição de um automóvel (similar a Final Fight); um jogo de quebrar barris, onde estes são largados na direção do jogador a partir de uma plataforma rolante; e a destruição de tambores inflamáveis, empilhados uns em cima dos outros.

Jogabilidade Editar

Tal como no original, o jogo usa uma configuração de um joystick de oito direções, mas agora há seis botões de ataque, 3 de soco e 3 de chute diferenciados em força e velocidade (Leve, Médio e Forte). O jogador pode fazer uma série de movimentos básicos em qualquer posição, incluindo ataques de agarrar/atirar, que não existiam anteriormente. O jogador também pode criar movimentos/ataques especiais fazendo uma combinação com a direção do joystick juntamente com os botões de ataque.

Um erro sem intenção no código do jogo, dava a possibilidade ao jogador de "cancelar" as animações de alguns movimentos ao fazer outro movimento de seguida, permitindo uma combinação de vários movimentos básicos e especiais. Este sistema de "combinações" (combos) foi mais tarde adaptado como padrão em jogos deste gênero e expandido nos jogos seguintes da série Street Fighter.

DesenvolvimentoEditar

Apesar do Street Fighter original não ter sido muito popular nos Estados Unidos, a Capcom fez dos jogos de luta a sua prioridade depois do sucesso comercial de Final Fight. Cerca de 35 a 40 pessoas trabalharam em Street Fighter II, com Noritaka Funamizu o produtor e Akira Nishitani e Akira Yasuda responsáveis pelos desenho do jogo e dos personagens, respectivamente. Funamizu fez notar que os produtores não deram prioridade ao balanço da jogabilidade de Street Fighter II; descreve apenas que o sucesso do jogo teve a ver com os seus padrões de animações muito apelativos. A qualidade da animação beneficiou-se do uso que os produtores fizeram do hardware CPS-1, com vantagens que incluíam a habilidade de diferentes personagens ocuparem diferentes quantidades de memória; por exemplo, Ryu podia ocupar até 8Mbit e Zangief 12Mbit. A produção do jogo demorou dois anos.

O sistema de combinações (combos) aconteceu por acidente:

"Enquanto estava a fazer uma revisão à procura de erros durante o jogo bónus do automóvel… Notei algo estranho, curioso. Gravei a sequência e nós reparamos que durante o tempo dos murros, era possível dar um segundo ataque e assim por diante. Pensei que era algo que era impossível de se tornar útil num jogo, porque o balanço de afinação era muito difícil de apanhar. Decidimos assim que seria uma característica escondida. O mais interessante de tudo é que essa característica acabou por ser a base para os futuros títulos da série. Mais tarde conseguimos uma afinação mais confortável, e os combos como uma verdadeira característica. Em Street Fighter II penso que, com um tempo perfeito, o jogador pode criar vários golpes até quatro parece-me. Depois conseguimos até oito! Um erro? Talvez."

disse Noritaka Funamizu.

A maior parte da música do jogo foi composta por Yoko Shimomura. Shimomura teve inicialmente algumas reservas sobre o facto de fazer música para um jogo de luta, gênero em que ela não era muito afeiçoada, mas acabou por gostar de trabalhar no projecto, afirmando que, apesar de Breath of Fire ser o seu jogo favorito entre todos aqueles em que trabalhou, enquanto estava na Capcom, Street Fighter II foi o mais memorável. Foi o único jogo da série onde Shimomura trabalhou, subsequentemente acabou por deixar a companhia para se juntar à Squaresoft. Isao Abe, novo na Capcom, trabalhou nalgumas músicas do jogo (mais notavelmente no tema de Sagat), acabando por se tornar o compositor principal dos outros jogos Street Fighter II. Os efeitos e programação de som eram supervisionados por Yoshihiro Sakaguchi, compositor do jogo original.

Personagens Editar

O Street Fighter II original dava a possibilidade ao jogador de escolher oito personagens jogáveis. A lista incluía Ryu e Ken — os dois personagens principais do Street Fighter original — mais seis novos personagens de várias nacionalidades. No torneio, o jogador luta contra sete dos personagens principais, antes de enfrentar os quatro adversários finais controlados pelo CPU, não seleccionáveis, conhecidos como os "Quatro Grandes Mestres".

Personagens jogáveis

Chefes controlados apenas pelo CPU

  • Balrog (M. Bison na versão japonesa), um pugilista Afro-americano, desenhado com uma aparência similar a Mike Tyson.
  • Vega (Balrog na versão japonesa), um lutador de jaula espanhol que usa um estilo único de ninjutsu.
  • Sagat, um mestre de Muay Thai e o chefe final do Street Fighter original, que ficou com uma enorme cicatriz no peito feita por Ryu no final do torneio anterior.
  • M. Bison (Vega na versão japonesa), o chefe final do jogo e o líder de Shadaloo, uma organização criminosa. M. Bison usa um poder misterioso conhecido como "Psycho Power".

AtualizaçõesEditar

TriviaEditar

  • A abertura foi alterada e cortada em algumas versões, A versão original tinha a cena em que um afro-descendente leva soco de um caucasiano em meio ao público em meio ao prédio alto para a tela do título. Mas no Super Nintendo, ela foi totalmente cortada ficando apenas com o título. Em Street Fighter II': Special Champion Edition (Mega Drive), a situação é diferente, o afro-descendente foi substituído por um homem loiro, isso foi apenas na versão americana. Essa alteração teria sido feita depois da infame audiência no Senado Americano sobre games violentos.
  • Chun-Li é notável por ser uma das primeiras mulheres protagonistas nos videojogos, mais bem sucedidas e mais populares. Quando o game foi editado, as personagens femininas nos jogos existiam apenas com objectivo de serem salvas, ou então faziam parte do elenco de outros personagens secundários, como habitantes de uma cidade, namoradas, oponentes ocasionais, ou simplesmente como decoração em segundo plano. Para além do género RPG, havia poucas heroínas nos videogames baseados em ação. Depois do sucesso da série e com a popularidade de Chun-Li, protagonistas femininos tornaram-se cada vez mais comuns. Desde então, em jogos onde se pode escolher personagens, pelo menos, há sempre no geral, uma ou duas personagens femininas que se pode seleccionar.
  • Balrog foi desenhado como um pastiche do lutador real Mike Tyson e originalmente tinha o nome M. Bison (abreviatura de "Mike Bison") nas versões japonesas, enquanto que Vega e M. Bison tinham os nomes Balrog e Vega respectivamente. Quando o jogo foi editado para o mercado externo, os nomes dos chefes foram trocados, porque os nomes e as semelhanças poderiam ter levado a um processo por violação dos direitos pessoais. Por causa disso, são muitas vezes referidos como "Garra" (Vega/Balrog), "Ditador" (M. Bison/Vega) e "Pugilista" (Balrog/M. Bison), para evitar confusões entre jogadores de diferentes nacionalidades.

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